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Resenha - O Pintor de Letreiros

7 de fevereiro de 2017

Oi gente, bom dia! Tudo bem com vocês? Hoje temos a resenha de mais um livro cedido pela nossa parceira Editora Guarda-Chuva, e vim contar um pouquinho mais sobre a história de Raman, um indiano pintor de letreiros que vê sua vida ser transformada de uma hora para a outra de uma forma que nunca havia imaginado. 
SINOPSE: Malgudi é uma efervescente pequena cidade no Sul da Índia, onde se respira a força da cultura tradicional indiana unida ao anseio de integração no mundo moderno e global, um lugar em que palavras como ética, democracia, liberdade sexual e igualdade entre os sexos, individualismo e bem comum não só têm importância e sentido, como não estão necessariamente em conflito com a tradição. Um fio percorre e conecta a vida de uma inteira comunidade - são os letreiros de Raman. Do advogado ao comerciante, do sacerdote ao charlatão, é a escrita que os une. Raman prepara os letreiros no seu ateliê de fundo de quintal, onde vive sozinho com a tia, numa casa à beira do rio. Durante as solitárias leituras vespertinas ou pedalando a bicicleta a serviço dos fregueses e à caça de novos clientes, sua imaginação prevalece e torna incoerentes as convicções e certezas que defende e apregoa, fazendo-o cair em frequentes contradições, que geram situações embaraçosas e hilariantes ao mesmo tempo. Porém este equilíbrio na rotina metódica do pintor de letreiros é rompido com a chegada de uma forasteira. Idealista e determinada, ela contrata os seus serviços e o envolve numa viagem cheia de aventuras pela zona rural. Durante o percurso, Raman realiza uma dupla travessia - a atribulada viagem num carro-de-boi e o mergulho insidioso pelos meandros da paixão carnal e do romantismo.
LIVRO: O pintor de letreiros | AUTOR: R. K. Narayan | ANO: 2011 | EDITORA: Guarda-Chuva | PÁGINAS: 251 | NOTA: 3,5/5 | LIVRO CEDIDO PELA EDITORA

Em O pintor de letreiros iremos conhecer a história de Raman, um homem que mora com sua tia, em uma casinha simples na beira do rio, na cidade de Malgudi localizada no Sul da Índia. Raman é o pintor de letreiros mais conhecido e solicitado da cidade, ele faz os seus letreiros nos fundos de sua casa em seu ateliê. Além de pintar letreiros, Raman gosta muito de ler, pedalar pela cidade a procura de novos clientes e também de jogar conversa fora com seus amigos no restaurante Sanletreiro.
“Todo homem deve viver o presente e saber apreciar sua essência. Todo minuto transforma-se em ontem e é perdido para sempre. “Hoje é o ontem de amanhã.” “
Nada de interessante acontece na vida de Raman, até que ele conhece Daisy uma idealista que tenta conscientizar as famílias da zona rural de Malgudi a terem menos filhos. Ela então contrata os serviços de Raman e o leva para uma viagem pela zona rural, onde ele irá conhecer um pouco mais da região em que mora e onde conhecerá também o poder de uma grande paixão.
Esse foi o meu primeiro contato com o autor R. K. Narayan, não conhecia nada sobre a escrita desse autor e também não havia lido nenhuma resenha sobre o livro. Gostei de conhecer um pouco mais sobre a cultura da Índia através desse livro, saber sobre os costumes, como é a questão das castas (não sei se ainda funciona assim), saber sobre a religiosidade e a fé que eles têm, foi bem bacana, uma leitura bem produtiva. Porém em alguns momentos achei o livro bem entediante, não acontecia nada de interessante sempre à mesma coisa, isso fez com que eu enrolasse um pouco mais para terminar a leitura.  
“ Não espere que eu lhe dê explicações, o tempo todo, de tudo o que eu faço.”
Raman é um personagem muito engraçado, tímido e um tanto atrapalhado, dei muitas risadas com as coisas que ele aprontava. Já Daisy é bastante chata, se acha, é individualista, só pensa nela e nos desejos dela, sem se importar com o que o outro pensa. A tia do Raman é aquela senhorinha que a gente tem vontade de apertar de tão fofinha, religiosa não fica um dia sem comparecer ao templo. O desfecho do livro foi totalmente diferente do que imaginei e isso me e deixou muito feliz e satisfeita, acho que foi um final bacana e mostrou a realidade.
Um dos pontos mais bacana do livro é com certeza o glossário no final do livro, como o autor usou os termos utilizados por eles na Índia, podemos sempre que encontrar uma palavra que não conhecemos consultar o glossário para podermos entender melhor as palavras utilizadas no texto. Mais uma vez a Editora Guarda-Chuva arrasou. A capa do livro é bem bacana e toda a diagramação também.
“Eu não sou feita para o tipo de vida que você quer. Só sei viver sozinha. Não daria certo.”

 Alguém já leu O pintor de Letreiros? O que vocês acharam? Beijos

5 comentários:

  1. Olá Barbara!
    Não conhecia o livro, achei interessante a questão cultural que o livro trás, fiquei curiosa para conhecer mais. Ótima resenha!

    Obrigada pelo carinho. Beijos :*
    Claris - Plasticodelic

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  2. Olá. Nunca tinha ouvido falar do livro ou autor. Parece ser um desses livros bem reais... Não são muito meu estilo, mas fiquei curiosa em relação ao fato dele se passar na Índia. É sempre bom aprender mais sobre outras culturas.
    Adorei a resenha!
    Bj bj
    Um Leitor No Oceano

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  3. Eu gosto muito quando o livro acontece em outra país e mostra partes da cultura local. A história em si, não me conquistou muito, mas pela escrita do autor ser boa eu leria

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  4. Também não conhecia o livro.Assim que vi sua postagem,o que mais chamou minha atenção foi a capa. Simples,mas bonita!
    Bem,adoro histórias que se passam em países diferentes do que habitualmente lemos.
    Achei interessante esse livro, por retratar um pouco da cultura indiana.
    E assim como também achei uma pena que a leitura tenha se tornado um pouco maçante para você.

    Gostei da dica! ;)

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  5. Gostei bastante em saber que historias não se passa aquelas lugares de sempre, e sim na Índia. Raman parece aquele personagem que voce se apaixona logo de cara, pela descrição de personalidade que você disse na resenha. Adoro obras que tem personagens assim, a gente torce pra ele desde do inicio ao fim, e se apega demais neles.

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